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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Sustentabilidade e Valor/Value and Sustainability




Há algum tempo atrás, falamos sobre marcas próprias e pincelamos a importância de imbutir valor nestas marcas para o sucesso das mesmas.Neste texto, irei apresentar 2 métodos de agregar valor à produtos marca própria.
O primeiro é o selo AB (Agriculture Biologique) ,pertencente ao governo francês, no qual os fabricantes asseguram que ao menos 95% das matérias primas sigam um rígido protocolo de produção para garantir que sejam sustentáveis e o mais natural possível, sem agrotóxicos ou fertilizantes sintétiticos e artificiais. Os selo AB também exige que os produtos não sejam fruto de modificação genética. Este emblema AB é muito exposto em marcas próprias que querem se diferencar e que comunicam saúde, sustentabilidade e produtos orgânicos como diferenciais. É possível encontrar de suco de laranja a bolacha recheada com o selo AB.

No Brasil, é possível encontrar alguns produtos da marca Casino em supermercados Pão de Açúcar com este selo.

A outra forma de diferenciar-se é com outro atestado, o Fair Trade. Este busca melhor equitabilidade entre os ganhos em cada parte da cadeia produtiva o que se resume em seguimento de padrões sociais e trabalhistas éticos e pagamentos maiores que o preço de mercado para pequenos produtores certificados. Existem atualmente seções exclusivas para produtos fair trade em supermercados e o selo também se expande para o setor de artesanato e artes.

O consumidor europeu está claramente mais consciente de seu papel ativo na defesa do meio ambiente e da sustentabilidade. Não é à toa que campanhas do Greenpeace e WWF estão espalhadas dentro de supermercados,lojas e aeroportos e produtos "corretos" se proliferam nas prateleiras.

Por outro lado, no Brasil, parecemos engatinhar com práticas sustentáveis. E quando algo é criado, vira mote para propaganda e são investidos X vezes mais para comunicar a boa prática.

Será que as empresas brasileiras realmente levam a sério o assunto sustentabilidade ou serve só para preencher o relatório anual? Será que o brasileiro está disposto a pagar mais por artigos que respeitam a natureza?

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Some time ago we spoke about private label brands and we brose through the importance of added value for its success. I will introduce you to 2 methods of doing it used in Europe.

The first is the AB(Agriculture Biologique) stamp, owned by the French government, which make manufactures assure that at least 95% of the raw materials follow a very strict code of production and that they are as natural as it is possible, no agrotoxics or artificial fertilizers.

The AB seal guarantee that the products are not GMOs(geneticaly modified organisms). The AB stamp is a lot used in private label brands that want to have a diferentiation over health and sustainability. You can find from juices to cookies with AB icon.

The other way to be politically correct is to have another certificate, the Fair Trade. This one seeks to share equitably the gains in each part of the supply chain and that means following social and work patterns and paying higher prices for small certified producers in underdeveloped countries. There are exclusive sections for these products in the european markets and the Fair Trade stamp is already in art and handcraft sector as well.

The European customer is clearly more concious about its active role in the enviroment defense.It is the reason Greenpeace and WWF have so much points of contact in stores,supermarkets and airports and "correct" products spread in the shelves.

In the other hand, in Brazil, we seem to be crawling when we speak about sustainability. When something is done, it turns to be a mote for advertisements and X times more money is invested in communication of the good practice. Do brazilian companies take seriously the green issue? Are brazilians or citizens of any developing country ready to pay more for "green" products?

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Marketing de experiência social/Social experience Marketing


O post de hoje não é nada inovador nem quebra paradigmas, mas mostra uma ação consistente e convincente de uma empresa que vende um produto com “externalidade negativa”.
O rugby é um esporte no qual os espectadores tradicionalmente o apreciam com cerveja e os jogadores, após os jogos, também saboreiam a vitória ou digerem a derrota com a mesma. Com um fortíssimo ponto em comum, é normal que cervejarias patrocinem o esporte. Não é à toa que os dois maiores torneios de clubes do mundo têm em seu nome um patrocinador do ramo, a copa européia leva o nome de Heineken Cup e a liga Inglesa Guinness Premiership.

No final de semana passado, a final da liga inglesa foi disputada no tradicional estádio de Twickenham e o que me chamou a atenção foi a forte presença de material Guinness dentro e fora do estádio. Dentro do estádio bandeiras, pinturas, placas publicitárias, vídeos no telão... Do lado de fora uma intensa campanha de cuidados com a bebida. Mas a mensagem não era inibitiva, e sim de responsabilidade. Foram colocadas placas semelhantes às de trânsito com dicas para uma volta segura. Beba aguá entre os pints de Guinness, Cuide de seus amigos que se excederam, coma algo para desacelerar o efeito do álcool, não beba e dirija... E após o jogo cada espectador recebeu uma garrafa de água com a mensagem da Guinness como podem ver na imagem acima.

Na contramão, o Brasil proíbe a venda de álcool nos arredores e dentro dos estádios. Não que seja uma medida errada, mas vemos que em outras partes do mundo diversão, esporte e cerveja podem conviver naturalmente. E mais interessante ainda é a pro atividade da empresa na campanha e preservar seu direito de patrocinar um torneio e vender seu produto nos estádios e não acabar como os cigarros, proibidos de qualquer publicidade em esportes e limitado em propaganda fora do ponto de venda.
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Today’s post is not innovative and does not break paradigms but shows a very persuasive and consistent action of an enterprise that sells products with “negative externalities”.
Rugby is a sport which followers traditionally enjoy it with beer and the players, after the games, also celebrate the victory or digest the loss with a pint. With this strong common point, it is normal to see breweries sponsoring this sport. That’s the reason the two biggest club championships have a beer name in its title, the European cup is called Heineken Cup and the English league is the Guinness Premiership.


Last weekend the final match of the English rugby league was played in the traditional
Twickenham Stadium and what really attracted my attention was the high number of Guinness material. Inside the building were flags, paintings, publicity in outdoors and in the giant screen… Outside, a big campaign for drinking awareness. But the message was not inhibitive, but for responsibility. Traffic signs imitations with pieces of advice were hung around the stadium. And after the game, everybody has got one bottle of water with Guinness’ messages as you can see above.

In the other hand, Brazil prohibits beer sales around and inside the stadiums.
I’m not saying that it is a wrong decision but we can see that in other parts of the world fun, sport and beer can naturally stay together. And even more interesting is the pro activity of the company in the campaign and the defense of its right of sponsoring a sport event and selling its product in the arenas. That means not becoming cigarette companies which have all sorts of publicity limitation outside point of purchase.